Neste ultimo mês, a ocupação tem tomado mais corpo, já podemos vivenciar um ambiente de trabalho com uma estrutura propícia à imersão, a experimentação e a troca de idéias.
A configuração do espaço em agrupamentos de funcionalidades se deu com a participação espontânea de todos. Por exemplo, Júlio e Raphael se instalaram em uma determinada área, uma espécie de oficina de marcenaria, do outro lado Alex havia configurado um espaço para impressões serigráficas e ainda junto com Vinícius organizaram uma área como escritório/agência com equipamentos e funcionalidades adequadas à produção gráfica.
A partir dessa configuração espacial e com esse passado de tempo, naturalmente contaminamos uns aos outros nos modos de fazer e também pensar sobre nossas produções. Aos poucos entendemos e compartilhamos nossas individualidades. Já podemos perceber nossas confluências como uma experiência que se está a enriquecer nossos modos de produção abrindo novas variáveis, num âmbito mais livre e abstrato que tange as bases de formação de qualquer artista, a experimentação.
Três endereços virtuais encontram-se atualizados e disponíveis para visitas:
http://embira.wordpress.com
http://flickr.com/embira
http://twitter.com/embira
Estes endereços estão sendo divulgados pela internet e de mão em mão no formato flyer.
Vinicíus Guimarães
O compartilhamento de um mesmo espaço com o grupo tem ainda me trazido um pouco de ansiedade, esta que as vezes me paralisa ao invés de me propulsionar. Tenho me preparado para a experimentação de novos suportes, não mais papéis e pretendidos em formatos grandes. Tenho me confortado com algumas leituras individuais, e também com uma ou outra experimentação por influência do espaço.
Uma experimentação que considero valiosa foi realizado a partir da utilização da máquina de xérox de Alex, do resultado ainda não tenho resolvido a montagem enquanto que também busco refletir em busca de uma formulação textual complementar. Acredito que nas próximas semanas tenho resolvido estas questões e posteriormente estarão publicados no blog e no flickr.
Raphael Genuíno de Araújo
Este mês dei continuidade à pesquisa anterior e a produção vem ganhando força e volume. Isto devido ao ambiente propício que vem se criando no ateliê, através de conversas com os membros que compõe e dividem o espaço do ateliê e aquisições de equipamentos. Os materiais coletados anteriormente, frutos da construção e demolição civil, principalmente ferro, vidro, madeira compõe a maior parte do trabalho que foi feito. Exploro as características próprias de cada material como a transparência do vidro, a oxidação do ferro, as cores e marcas deixadas nas madeiras. Além dessas informações já contidas, no material utilizado, agrego novas informações como furos e impressões serigráficas.
Alex Vieira
No mês de outubro retomei minhas pinturas que integrarão a exposição “Lote 64”, programada para janeiro na Galeria Homero Massena. Com a ocupação do ateliê pude experimentar composições utilizando serigrafia e realizar mais de um trabalho simultaneamente, o que em casa era impossível. Também pude conversar com o orientador e com os outros bolsistas sobre nossas pesquisas, gerando debates sobre questões pictóricas e conceituais.