1º relatorio do ateliê Coletivo Embira na GHM

1º Relatório – Ateliê Coletivo Embira

Componentes: Alex Vieira, Vinicius Guimarães, Raphael Genuíno e Julio Tigre.

Orientador: Julio Cesar da Silva

Data: Setembro de 2009

Este relatorio além de apresentar a instituição as atividades desenvolvidas no ateliê em cada mês, apresentará análises conceituais dos processos de seus componentes.

Topicos de discussão:

-Nas reuniões foi discutido o nome a ser dado ao atelie, por fim ficou decidio  o nome EMBIRA para o coletivo.

-Foram definidos entre os participantes os recursos para a compra dos materiais para o ateliê, assim como a adequação do espaço.

Ação do grupo:

A constituição do lugar.

A primeira atividade no ateliê de pintura da Galeria Homero Massena foi  dedicada a ocupação do local. Num primerio momento cada um dos componentes do coletivo buscou levar para o espaço do ateliê os materiais com os quais pretende desenvolver seus trabalhos, tanto as  ferramentas individuais como as coletivas. Buscaram organizá-las de forma a demarcar cada qual seu espaço dentro dele. Esta demarcação vem se fazendo por uma contribuição aleatória de cada um dos particiapantes.

Conceitos:

¨Um ateliê define-se como um lugar ideal para a criação, arrisco afirmar que acaba por se transformar num sítio específico onde se desenrola os processos. Sítio específico numa definição de que o local depois de imantado pela presença do artista que o reorganiza conforme seus interesses propicia a interação entre o agora lugar constituido e a criação por vir. O conceito de lugar aqui define-se como a presença de um sujeito que redimensiona e resignifica o local anteriormente localizado como um ponto meramente geográfico. A partir da sua ocupação transforma-se paulatinamente neste sítio específico nas relações estabelecidas entre sujeito e local, estabelecendo aí  a idéia do pertencimento na medida em que surgem os afetos. Num ateliê coletivo estas demarcações vão sendo estabelecidas por afinidades entre os componentes, apesar de tentativas em não se estabelecer territorialidades, estas acabam por se estabelecer de forma inconsciente pelo fazer de cada um¨.

Das práticas do espaço.

Os materiais que vão se acumulando no ateliê possuem caracteristicas seletivas distantes dos convencionais, as máquinas de xerox de Alex, mesas de luz e telas de serigrafia deixam evidente as praticas de reprodutibilidade de imagens.

Raphael apropria-se de lâminas de vidros e madeiras usadas e pretende trabalhar com intervenções no suporte cortando-os e furando-os para obter uma espécie de aprofundamento do plano. Seu espaço possui características de uma popular marcenaria ou vidraçaria.

Vinicius ainda pretende avançar com materiais convencionais do Desing gráfico, organiza seu espaço como num estudio, uma mesa para desenho e outra mesa de luz ele apresenta uma finidade próxima a Alex nesta organização.

Estas diferentes ocupações do ateliê já prefiguram um entroncamento entre “matéria e imagem”, os processos individuais provavelmente vão se alterando pela convivência destes dois eixos.

Inicia-se agora em outubro uma jornada de produção que pretendemos acompanhar, produzindo uma breve reflexão dos processos criativos observando as intercessões entre eles.

Parte substancial deste material será postada mensalmente neste endereço virtual que faz parte das propostas do grupo no projeto apresentado ao edital,  aqui estará disponibilizada a todos aqueles que tiverem interesse em participar postando comentários ou visitando o ateliê.

Julio Cesar da Silva (Prof. Orientador)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s