
Há alguns anos produzo colagens utilizando enciclopédias, jornais, revistas, anúncios publicitários e diferentes materiais gráficos. A fotocópia sempre foi um instrumento para a produção desses trabalhos, o que me motivou a comprar uma máquina copiadora.
Atualmente estou produzindo uma série de trabalhos relacionados às máquinas fotocopiadoras que adquiri. Intitulei esta pesquisa como Lote 64 (que é o lote no qual arrematei as máquinas) e inclui painéis de diferentes tamanhos utilizando colagem de papel sobre madeira, tinta preta e branca. Paralelamente as colagens, produzo livros, sobrepondo diversos(as) materiais/mídias a partir da cópia xerográfica, chamo estes livros de Desciclopédias, pois partem da idéia de organização universal do conhecimento, mas apresentam-se desconexas e sem potencial didático, são enciclopédias inúteis.
Lote 64 é o processo/resultado da utilização de copiadoras para a criação de um não-conhecimento. Influenciado diretamente pelo Dada e Kurt Schwitters, que em sua arte “merz” agregava sua carga cotidiana às suas colagens; a escola patafísica de Alfred Jarry; Grupo Fluxus e pelos experimentos xerográficos de Paulo bruscky. A relação entre máquina e homem, trabalho e pensamento.
Nunca trabalhei num ateliê coletivo, exceto na universidade, mas considero esta experiência valiosa, pois além do contato com diferentes pessoas, trocamos opiniões, sugerimos referências e enriquecemos as pesquisas em conjunto.





